Fertilização In Vitro

A Fertilização in vitro (FIV) é um processo em que as células ovarianas são fertilizadas pelo espermatozoide fora do corpo, in vitro e também é utilizado para tratamento de diversas causas de infertilidade. In vitro vem do Latim e significa em vidro, o que, no caso, se refere a um tubo de teste ou prato de Petri, daqueles usados em ciências. Também conhecida como bebê de proveta, é a união do espermatozoide com o óvulo no laboratório, formando o embrião que posteriormente será transferido para a cavidade uterina.

O tratamento envolve controle hormonal do processo ovulatório, removendo o óvulo dos ovários femininos e permitindo que os espermatozoides fertilizem-o em um meio fluido (in vitro).

Geralmente realiza-se uma estimulação ovariana com medicamentos injetáveis. Existem diversos protocolos de estímulo ovariano, cada um com indicação precisa para as diversas causas de infertilidade. Após o estímulo ovariano, os óvulos são captados por meio da punção guiada por ultrassom transvaginal e fertilizados por espermatozoides em ambiente laboratorial. Após 3 a 5 dias da fertilização in vitro, os embriões são transferidos para o útero. Um ciclo de fertilização in vitro leva cerca de duas semanas.
  • O procedimento pode ser feito utilizando óvulos e espermatozoides próprios, óvulos de doadora, espermatozoides de doadores ou embriões doados.
  • É o procedimento com maior complexidade e maior índice de sucesso dentre as técnicas de reprodução assistida.
  • As complicações mais comuns do tratamento são a síndrome do hiper estímulo ovariano e a gravidez múltipla.

O primeiro nascimento de sucesso de um “bebê de tubo de ensaio”, Louise Brown, ocorreu em 1978. Robert G. Edwards, o médico que desenvolveu o tratamento, foi premiado com o Nobel em Fisiologia ou Medicina em 2010.

Logo abaixo, segue um vídeo que mostra como a FIV funciona.


As chances de fertilidade de uma mulher estão diretamente relacionadas com a idade. Sendo assim, a fertilização in vitro é um tratamento indicado para casos de infertilidade e de idade avançada, de acordo com o parecer médico. Confira na tabela abaixo, a porcentagem de nascidos vivos, que a La Vitta, comparado com os EUA, conseguiu concretizar:

Estimulação Ovariana

Da mesma forma que na inseminação intra-uterina é administrado o hormônio FSH para crescimento dos folículos do ovário, na fertilização in vitro, as doses de hormônios são maiores visando o recrutamento de um número maior de óvulos. Durante a estimulação controlada dos ovários é realizado acompanhamento quase diariamente do crescimento foliculares. Quando o folículo atinge tamanho adequado, administra-se o hCG para amadurecer os óvulos e induzir a ovulação. O processo de estímulo ovariano dura de 9 a 12 dias, em média.

Captação dos Óvulos

Procedimento realizado para obtenção dos óvulos existentes dentro dos folículos dos ovários. Sempre deve ser agendado entre 34 – 36 horas após a injeção de hCG. Inicialmente realiza-se anestesia geral (sedação) e administra-se remédio para alívio da dor. O procedimento ocorre por meio de punção ovariana com agulha guiada por ultrassom transvaginal. Conectado a um sistema de sucção, o líquido proveniente dos folículos é coletado em diversos tubos de ensaio (que aguardam em banho-maria) e é entregue a equipe de embriologistas para análise.

Transferência de Embriões

A transferência de embriões é feita entre três a cinco dias após a fertilização in vitro. Geralmente o procedimento não necessita de anestesia, pois o desconforto causado é semelhante ao causado pela coleta do exame de Papanicolau. Não é necessário fazer o procedimento em jejum, mas como ele é guiado por ultrassom, a bexiga deve estar cheia. Após a transferência, aconselhamos repouso relativo por 2 dias. Não se deve realizar exercícios físicos, carregar pesos, subir ou descer escadas ou manter relações sexuais.

Cultura de Blastocistos

Após a fertilização do óvulo pelo espermatozoide o embrião gerado divide-se rapidamente, aumentando seu número de células. À medida que o número de células aumenta, ficam menores e o embrião torna-se mais compactado. No quarto dia, o embrião se compacta ainda mais e chega a ter 32 células e é chamado de mórula. A partir desse estágio, forma-se uma cavidade contendo um líquido e no quinto dia de desenvolvimento, o embrião encontra-se em estágio de blastocisto.Os embriões em estágio de blastocisto apresentam maior potencial de implantação no útero e, portanto, maiores taxas de sucesso.

Complicações da FIV

O uso de medicamentos injetáveis no tratamento de reprodução assistida, como a gonadotrofina coriônica humana (hCG) para induzir a ovulação, pode causar a síndrome da hiperestimulação ovariana. Sinais e sintomas podem durar uma semana e incluem: Dor abdominal leve;
  • Inchaço;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Diarreia.
    • Em casos de gravidez, no entanto, os sintomas podem durar várias semanas pois a gestação mantém os níveis de hCG elevados.